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15/03/2005 - Testes mostram segurança de células-tronco

http://oglobo.globo.com/jornal/ciencia/167291208.asp

Uma revisão sobre as pesquisas com células-tronco maduras (não-embrionárias) para o tratamento do coração publicada pelo jornal The New York Times mostrou que, dos 10 testes com pacientes realizados em todo o mundo, nove tiveram resultados positivos. Porém, cientistas e médicos destacam que as pesquisas ainda estão no início e há dúvidas a responder antes que essas terapias possam se tornar rotina em hospitais.

A reportagem do New York Times destaca estudos realizados nos Estados Unidos e apenas menciona as pesquisas feitas no Brasil, país que, juntamente com a Alemanha, tem os resultados mais significativos no tratamento de doenças cardíacas com células-tronco tiradas da medula óssea do próprio paciente. Foram os resultados de pesquisas realizadas no Rio, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pelo Pró-Cardíaco, que motivaram a Administração de Drogas e Alimentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) a autorizar o Texas Heart Institute a fazer testes com 13 pacientes.

— O Brasil tem a maior experiência no mundo em estudos com pacientes graves. Nesses primeiros testes, mostramos que a terapia era segura. Nossa meta agora é comprovar a eficiência — disse Antônio Carlos Campos de Carvalho, do Instituto Nacional de Cardiologia de Laranjeiras e do Instituto de Milênio de Bioengenharia Tecidual, que participou dos estudos.

Ontem, pesquisadores envolvidos no maior estudo sobre o uso de células-tronco maduras para o tratamento do coração já realizado em todo o mundo começaram a definir o cadastramento de pacientes. A pesquisa, coordenada pelo Instituto Nacional de Cardiologia, de Laranjeiras, envolverá 1.200 pacientes em todo o Brasil. Serão estudados quatro tipos de doenças cardíacas: infarto agudo do miocárdio, doença isquêmica crônica do coração, cardiomiopatia dilatada e cardiopatia decorrente do mal de Chagas.

Os 1.200 pacientes serão divididos em quatro grupos, com 300 pessoas cada, de acordo com cada tipo de problema. Ontem, foram discutidos os critérios para o estudo sobre infarto agudo, que será coordenador pelo Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ e pelo Pró-Cardíaco.

— Participarão pacientes tratados em 22 hospitais, do Rio Grande do Sul ao Ceará — disse Radovan Borojevic, chefe do Laboratório de Proliferação e Diferenciação Celular da UFRJ, pioneiro nos estudos de células-tronco no Brasil.



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