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10/06/2005 - Pesquisa detecta papel de genes na dificuldade feminina de alcançar orgasmo

Reuters

LONDRES - As mulheres que têm dificuldades de atingir o orgasmo podem culpar seus genes. Num estudo com 1.397 pares de gêmeas, cientistas descobriram que, como as doenças cardíacas, a depressão e a ansiedade, o orgasmo feminino tem uma base genética.

- Descobrimos de 34% a 45% da variação na capacidade de alcançar o orgasmo podem ser explicados por variações genéticas subjacentes - disse Tim Spector, da Unidade de Pesquisas de Gêmeos do Hospital Saint Thomas, de Londres. - Há uma influência biológica subjacente que não pode ser atribuída simplesmente à criação, religião ou raça.

Outros estudos já haviam atribuído dificuldades com o orgasmo a fatores culturais, religiosos e psicológicos.

Estima-se que 12% a 15% das mulheres não alcançam o orgasmo - entre os homens, são 2%. Os homens também são mais rápidos: levam em média 2,5 minutos, contra 12 das mulheres, relata Spector.

- Por que há esta diferença biológica entre os sexos? O fato de parte disso ser hereditária sugere que a evolução tem um papel - disse o pesquisador em entrevista coletiva.

Spector considera que atingir o orgasmo pode ser uma forma de a mulher avaliar se o homem será um bom parceiro de longo prazo. E também aumenta a fertilidade, segundo algumas teorias.

O estudo, que usou gêmeas idênticas ou não, foi publicado na edição desta quarta-feira na revista "Biology Letters".

Cerca de uma em cada três mulheres (32%) dise que nunca ou raramente tem um orgasmo. Cerca de 14% disseram que sempre têm orgasmos durante a relação sexual.

"Mais mulheres conseguiam atingir o orgasmo durante a masturbação, com 34% dizendo que sempre conseguiram", disseram os pesquisadores na revista.

A freqüência de respostas coincidentes e de orgasmos é maior para gêmeas idênticas, seja com um parceiro ou por si mesmas, o que sugere um claro impacto genético, segundo Spector.

- Há alguma coisa biológica que explica parte desta grande variação entre as mulheres -, disse ele, apontando os genes como suspeitos.

Se os cientistas descobriram quais genes são esses e como eles funcionam, teoricamente seria possível criar terapias para tratar mulheres que não alcançam o orgasmo.

Mas Spector disse que o clímax do prazer sexual é um processo muito complicado e mal compreendido. Por ser um tabu, poucas pesquisas são realizadas nesse campo.



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