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20/11/2006 - Receita da telefonia móvel cresce 20,5% em um ano e se aproxima da fixa

No terceiro trimestre de 2006, as receitas móveis aumentaram 20,5% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, puxadas por mudanças nas regras de interconexão.

Crescendo a um ritmo mais forte, a receita das operadoras de celulares vem se aproximando do faturamento das fixas, segundo dados da empresa especializada em telecomunicações Teleco. No terceiro trimestre de 2006, as receitas móveis aumentaram 20,5% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, puxadas por mudanças nas regras de interconexão.

A telefonia móvel aumentou seu faturamento de 10,4 bilhões de reais para 12,9 bilhões de reais no período. Em contrapartida, a telefonia fixa registrou queda de 0,5% em um ano, saindo de 16,7 bilhões de reais para 16,6 bilhões de reais. Se descontarmos da receita fixa os serviços de banda larga as duas já estão bastante próximas. Em um ano, devem se equiparar, prevê Eduardo Tude, presidente do Teleco.

Além de ser puxada pelo aumento na base de assinantes de celulares - que atingiu 96,6 milhões de usuários em outubro, uma alta de 19% em um ano, contra 39,5 milhões de linhas fixas -, a receita das operadoras móveis foi ampliada pela mudança na regra de interconexão, implementada em julho, de acordo com decisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Antes, as operadoras móveis de uma mesma região só pagavam as tarifas de interconexão quando o tráfego entre elas superasse 55% do total. Segundo o Teleco, 95% do acréscimo em receita móvel registrado no terceiro trimestre está relacionado a esta mudança de regra. Com isso, os planos pré-pagos passam a ser mais interessantes para as operadas, pois elas passam a faturar com as chamadas recebidas pelos usuários, comenta Tude.

A queda de meio ponto percentual na receita das operadoras fixas deve-se aos reajustes negativos de tarifas em 2006, e a redução no tráfego e número de acessos em serviço. A Brasil Telecom, por exemplo, fez uma limpeza na sua base dando baixa em 667 mil acessos fixos no terceiro trimestre.

TIM x Vivo

A TIM e a BrT GSM foram as operadoras que mais cresceram sua participação na receita líquida das operadoras de celular no terceiro trimestre. A TIM cresceu sua participação no faturamento móvel de 28,4%, no segundo trimestre, para 29%, no terceiro, encostando na Vivo, que caiu de 31,8% de participação para 29,9%, no mesmo período.

Segundo Tude, a queda na receita da Vivo se deve ao ajuste nos preços de serviços para adequá-los à média do mercado - os SMSs, por exemplo, tiveram seu preço reduzido em 40%. A expectativa da Vivo é que o aumento de tráfego compense essas perdas imediatas, comenta Tude.

A medida também deve proteger a competitividade da Vivo no caso de uma fusão entre Claro e TIM (que recebeu oferta de compra da mexicana América Móvil, controladora da rival).

Fonte: Computer World



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