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30/06/2010 - Falta de confiança afasta consumidor brasileiro do pagamento móvel

Enquete realizada pela Fundação Procon-SP constatou que o consumidor não considera seguro pagar suas contas por meio do celular. Dentre os entrevistados pessoalmente, 75,56% responderam que não acharia seguro e, dentre os internautas, 66,22%. A pesquisa foi realizada com dois grupos: entrevistas pessoais com usuários do Centro de Integração da Cidadania – CIC Leste e enquete disponibilizada no site da instituição.

De acordo com o levantamento, como há problemas entre consumidores e operadoras, o avanço de serviços móveis - entre eles o pagamento via celular (mobile payment)- poderá vir a agravar velhos conflitos entre usuários e operadoras, se medidas preventivas não forem tomadas, já que o setor, alerta o Procon/SP, lidera o ranking de reclamações de serviços.

O Procon/SP admite que o pagamento móvel é um avanço tecnológico e pode facilitar a vida do consumidor, mas alerta para os potenciais riscos do serviço. Segundo a entidade trata-se de transmissão de dados e senhas pessoais em um ambiente virtual portátil.

Esse fato, por si só, gera expectativa de insegurança – como foi constatado na pesquisa. Fraudes cada vez mais ousadas, vírus poderosos, clonagens e todos os tipos de artimanhas são criados para invadir os sistemas mais sofisticados.Isso sem falar nos furtos, assaltos e seqüestros relâmpagos, cujos autores passariam a ter um leque maior de recursos para a execução de práticas criminosas.

Além disso, reforça a entidade, transações baseadas em troca de mensagens de texto (SMS) e via auto-atendimento (central telefônica), compatíveis com praticamente todos os modelos de aparelhos, não garantem a proteção dos dados, nem a eficiência da transmissão (uma demora de cinco minutos na entrega da mensagem de texto poderia tornar a transação inviável).

Para a entidade, há questões que precisam ser esclarecidas: qual o tratamento que será dado ao consumidor, pólo vulnerável na relação de consumo? Qual a estratégia das operadoras no que tange ao dever de informar e de proporcionar um ambiente virtual seguro, de modo a conduzir seu consumidor a uma escolha correta? Quem vai regulamentar e supervisionar esse serviço? Como será a interação entre os agentes: sistema financeiro de um lado e sistema de telefonia de outro lado? E a extensão da responsabilidade de cada um?

As entrevistas pessoais foram realizadas entre os dias 12 e 16 de abril, através da aplicação de 245 questionários estruturados, constituídos de treze questões fechadas.

A enquete, que continha apenas a questão sobre a segurança no sistema de pagamento de contas via celular foi direcionada a todos os internautas que visitaram o site da Fundação Procon-SP, entre os dias 12 e 19 de abril, totalizando 3.840 acessos. Para esse grupo, não houve segmentação por sexo, faixa etária, escolaridade ou classe social.

Fato é que o pagamento móvel no Brasil ainda é um assunto delicado para as partes interessadas. No CIAB 2010, realizado esse mês na capital paulista, a Federação Brasileira de Bancos (febraban) omitiu o termo 'regulamentação' e defendeu uma 'articulação' entre as partes para disseminar a oferta do produto que, hoje, enfrenta a forte concorrência dos serviços via Internet, apesar de a base de terminais habilitados ser bem maior do que a de PCs no Brasil.

Tanto é assim que uma pesquisa realizada com cerca de dois mil consumidores brasileiros pela Forrester Research no ano passado, mostra que há um longo caminho para convencer o correntista a adotar o modelo móvel.Isso porque, apesar de o pagamento móvel ser conhecido por 87% dos entrevistados, apenas 3% dos usuários de smartphones admitiram usar seus terminais para fazer fazem operações bancárias. E mais: Sem um serviço específico, 47% não têm interesse em usar o celular para fazer pagamentos.

*Com informações do Procon/SP

Fonte: CONVERGÊNCIA DIGITAL



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