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22/09/2010 - DDD 10 em São Paulo fica para o próximo ano

A adoção de um novo código telefônico na grande São Paulo - o DDD 10 sobreposto ao DDD 11 - vai ficar, na melhor das hipóteses, para o segundo trimestre do próximo ano. A ideia original da Anatel era adotar a mudança a partir de 31 de outubro, mas como o regulamento não foi aprovado ainda pelo Conselho Diretor, simplesmente não há mais tempo.

A área técnica da Anatel calcula que as empresas precisariam de pelo menos três meses para adequar as redes ao novo DDD. Pela cautela, está propondo ao colegiado da agência que a medida entre em vigor seis meses após a aprovação das regras. Ou seja, caso o Conselho aprove nesta semana, o novo código só passaria a existir no fim de março.

Mesmo se fosse editara a regra hoje, não daria tempo. Então, o prazo necessariamente terá que ser adiado. A área técnica propôs que a implantação se dê seis meses após a decisão do Conselho Diretor, explica o gerente de Acompanhamento e Controle das Obrigações de Interconexão da Anatel, Adeilson Evangelista.

A mira inicial em outubro tinha como justificativa a escassez de números de telefones celulares no mercado paulistano. Dos 37 milhões de combinações possíveis, 36,2 milhões já foram atribuídos pela Anatel às teles móveis - considerando-se a previsão para outubro.

A agência, portanto, conta com 800 mil números na prateleira. Em média, o mercado da área 11 absorve 250 mil novos números por mês, mas há um pico em dezembro - por causa do Natal, a melhor data para o comércio, foram vendidos 630 mil celulares habilitados em dezembro de 2008 e 550 mil no mesmo mês de 2009.

Como se vê, o estoque em prateleira seria suficiente, no máximo, até o fim do ano. Isso explica a ansiedade das operadoras para uma solução que amplie a quantidade de números disponíveis. Daí a necessidade de soluções razoavelmente paliativas até que o DDD 10 - e portanto, novos 37 milhões de números - entre em vigor.

Primeiro é preciso entender que apesar de 36,2 milhões de números já terem sido atribuídos - ou seja, colocados à disposição das operadoras - existem na verdade 27 milhões de aparelhos em serviço no mercado paulistano. A diferença, de 9,2 milhões de números, se divide entre 4,9 milhões em quarentena e 4,3 milhões na cadeia logística das empresas.

A área técnica da agência, por isso, aposta em duas saídas. Uma delas é criar exceções para a regra da quarentena - os 180 dias de geladeira para que um número cancelado seja designado a um novo cliente. A ideia é que aqueles designados para equipamentos máquina a máquina - como modems móveis ou aparelhos de cartões - não precisem esperar seis meses para voltarem ao mercado.

Concomitantemente, a agência deverá induzir as teles a adotarem o sistema de alocação dinâmica dos números.É que atualmente um número é atribuído a um chip no início da cadeia - ou seja, já no momento em que os chips são encomendados. O objetivo é inverter isso, fazendo com que o número seja designado somente na hora da compra pelos clientes.

Nesse caso, os consumidores comprariam um novo chip e escolheriam o número na hora da habilitação junto à operadora - seja via call center ou, como espera a área técnica da Anatel, com que os números disponíveis apareçam na tela do celular, a partir do que seria feita a escolha pelo cliente.

Caso fosse possível liberar os 9,2 milhões de números que estão em quarentena ou na cadeia logística das empresas, haveria quantidade suficiente para cerca de 30 meses de vendas no ritmo atual. Mesmo que não se chegue a tudo isso, a agência calcula que haverá tempo suficiente para a implantação do DDD 10, mesmo que isso leve até meados do próximo ano.


Fonte: Convergência Digital



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