Reajustes do SUS não atendem necessidades do segmento,
afirma José Carlos Abrahão
Para
o presidente da CNS, reajustes do Ministério da Saúde deixaram a desejar
Saúde Business
Os reajustes na tabela de procedimentos do Sistema Único de
Saúde (SUS) anunciadas pelo Ministério da Saúde deixaram a desejar. Essa é a
opinião do presidente da Confederação Nacional de Saúde (CNS), José Carlos Abrahão.
O montante era estimado em R$ 402 milhões, e o autorizado pelo ministro Saraiva
Felipe está previsto em R$ 226 milhões.
Abrahão considera o avanço importante,
mas espera a revisão da tabela de procedimentos com reajustes maiores no início
do próximo ano.
O reajuste médio da nova tabela do SUS, publicada segunda-feira
(12) no Diário Oficial da União, foi de 10%. Foram alterados os valores de 12
procedimentos de partos que podem ser feitos pelo SUS, três procedimentos de
diárias de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), dez procedimentos de
hemodiálise e 26 procedimentos em radioterapia.
Procedimentos ambulatoriais, internações, honorários de consultas
e tratamentos ortopédicos não foram reajustados.
Para o presidente da CNS, o problema só será solucionado com
mudanças nas políticas do governo para o setor de saúde, que priorizem as ações
na área, com destinação maior de verbas.