
Contact
CenterO mercado de call center brasileiro é praticamente o dobro do mexicano,
que por sua vez é praticamente o dobro do colombiano e do argentino.
Esta é uma das principais conclusões de Alejandro Valdés, do IDC
México, que contribuiu com a organização do estudo de Benchmarking
da América Latina com o IMT, do México, e que teve o apoio dos parceiros
estratégicos de Argentina (ClientingGroup), Brasil (revista ClienteSA
e portal Callcenter.inf.br) e da Colômbia (a associação colombiana
de contact center). Ele foi o moderador do Painel sobre América
Latina, do 8º ContactForum, que contou ainda com a presença de Martin
Sucari, vice-presidente para América Latina da Teletech (Argentina),
Lúcia Cadena Clavijo (Colômbia), Elba Castañeda (do IMT, México)
e Vilnor Grube (Brasil).
O que ressaltou foram as diferenças locais. Enquanto Colômbia e
México recebem grandes incentivos do governo para estimular a exportação
de serviço, Brasil e Argentina, não. Para o México, por exemplo,
as empresas americanas estão transferindo (colocado nas áreas de
fronteira) suas operações de atendimento a clientes, mas com operações
in house, para baixar custos. E ganhar algumas facilidades como
a proximidade dos mercados e a grande população fronteiriça que
fala inglês com fluência. Estas operações (consideradas offshore)
já representam 20% do mercado. Na Colômbia é praticamente o contrário,
o mercado interno representa perto de 20% dos negócios. Com infraestrutura,
apoio governamental, grande grupo populacional com inglês e espanhol
e a transformação da Colômbia com segurança, o País está se transformando
na grande referência de offshore no mundo. O México já aparece como
segunda opção, de acordo com um estudo do Gartner, que posiciona
a América Latina como o futuro deste mercado.
A Argentina, que a exemplo do Brasil não recebe praticamente incentivo
do governo, também tem se saído bem em offshore, opção depois da
crise econômica que afetou o país no início desta década. Mendonza
hoje é considerado o principal pólo de offshore do País. Um exemplo
é a Teletech que teve reduzida a operação para pouco mais de 200
operadores e hoje é referência mundial, empregando quase 15 mil
pessoas, com uma base de desenvolvimento local (que virou referência
internacional) e está se posicionando como fornecedor de BPO às
demais unidades de negócios da empresa espalhados pelo mundo.
A curiosidade em relação ao Brasil é porque o País não se dedica
ao offshore. A explicação é o tamanho do mercado local que cresce
e tem empresas surpreendentemente grandes. Uma das comparações inevitáveis
é de uma Atento ou Contax, que estão com média cada uma de 70 mil
funcionários, com uma Sitel ou Teletech, que tem este número no
mundo. Mas a surpresa é que, pelo tamanho do mercado, algumas empresas
(clientes) estão levando suas operações para o Brasil, alegando
redução de custo e otimização da operação local. Essa pode ser a
grande tendência do Brasil, como justificou Valdés.
Fonte: CALLCENTER.INF.BR