Artigo

18/07/2015 - Medicina Invísivel

Hospitais do mundo descobriram que o Prontuário Eletrônico é a melhor opção para redução de gastos na área de saúde. Agora falta o Brasil adotá-lo
Carlos Eduardo Kühl Nogueira

Os sistemas tecnológicos de saúde são uma realidade inquestionável e se tornaram focos de investimentos em hospitais, clínicas de saúde e laboratórios. Graças à agilidade proporcionada por essas tecnologias, o atendimento aos pacientes é considerado eficiente e satisfatório. No entanto, se olharmos de forma crítica o processo de atendimento e gestão nas instituições de saúde no Brasil, descobriremos que a realidade vivida no momento está longe do ideal.

Há poucos anos, um relatório do Institute of Medicine advertiu que os erros médicos evitáveis resultam entre 44 a 98 mil mortes dentro dos hospitais nos Estados Unidos, gerando perdas da ordem de dois bilhões de dólares todos os anos. Já a organização norte-americana, Maimonides Medical Center, mostrou que a introdução de tecnologia como o Prontuário Eletrônico do Paciente reduziu em 30,4% o tempo de permanência do paciente no hospital. Da mesma forma, o suporte à decisão auxiliou o laboratório do hospital na redução de 48,9% dos exames de urina e em 41,6% dos exames de microbiologia. Esses ganhos são frutos da introdução informatizada dos protocolos clínicos que podem ser monitorados com alertas automáticos e instantâneos, que apóiam a decisão médica e reduzem o tempo da ação clínica.

Seria a chamada Medicina Invisível, que embora não possa ser tocada ou vista a olho nu, está por trás dos procedimentos e organizações existentes em um hospital ou clínica de saúde. Adotado por diversas instituições de saúde públicas e privadas ao redor do mundo, esse sistema tem mudado o conceito de trabalho, assim como, despertado o que antes era considerado inimaginável. E, em alguns anos, a idéia é que as pessoas sejam cidadãos do mundo e, independente de onde estiverem, tenham atendimento rápido e eficiente em hospitais ou outras instituições. É a rede de saúde comunitária, que armazena de forma organizada todas as informações sobre a saúde das pessoas, exames e cirurgias, já realizados.

A adoção do Prontuário Eletrônico é pauta de importantes discussões, pois tem mostrado eficácia na gestão, produtividade e qualidade no atendimento aos pacientes. É claro que ainda existem pessoas e entidades resistentes à adoção desse sistema, mas o tempo e a prática tornarão a discussão uma grande obviedade. Muitas vezes o debate direciona para o impacto nos custos das organizações que o implementariam, mas os ganhos são significativos após sua introdução e uso. Segundo o Departamento de Saúde dos EUA (HHS), essa rede de informações pode auxiliar as instituições a economizar cerca de 140 bilhões de dólares por ano.

No Brasil, a Medicina Invisível já é realidade em alguns locais. O Hospital Português da Bahia, por exemplo, investiu num projeto que integra todos os seus processos e departamentos, gerenciando toda produção de serviços clínicos com a introdução do Prontuário Eletrônico via web. E ao questionar quais os fatores motivadores para tal implementação, a resposta é certeira: melhoria da eficiência operacional e garantia da oferta de maior segurança e efetividade aos médicos e gestores do hospital. O escopo do projeto está centrado na automatização dos processos internos, da entrada do paciente até a sua saída. A partir de uma pulseira com código de barras no pulso do paciente, médicos e enfermeiras têm acesso às informações de forma rápida e eficaz. Outro ganho é com funcionários de apoio técnico, que controlam melhor o fluxo de materiais e medicamentos no hospital.

Hoje, grande parte das instituições de saúde no mundo já encara o processo de implantação de soluções de Prontuário Eletrônico como forma de redução de custos. Além disso, o sistema também deverá ser usado para identificar com maior velocidade possível os pacientes em risco, de modo a estimular ações de prevenção antes do agravamento do diagnóstico.

Para os gestores de instituições de saúde públicas ou privadas deixo meu recado: é absolutamente necessário perceber a importância de adotar o Prontuário Eletrônico do paciente. Esse sistema, considerado uma das maiores revoluções na área da gestão hospitalar, é um instrumento fundamental para o controle de gastos excessivos na área, assim como rastreamento de epidemias.

Carlos Eduardo Kühl Nogueira é Diretor Geral da InterSystems para Países Emergentes (América Latina, África, Índia e Oriente Médio).
Email: rsaude@itmidia.com.br

Fonte: Saúde Business



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